Julho 2009


Todos os profissionais me dizem que para se ser jornalista tem de se ler muitos jornais. Sim, é verdade. Não podemos ser seres invisiveis e cegos no meio em que queremos trabalhar. Mas eu não leio assim tantos jornais quanto isso. Prefiro aprender o mundo, ouvir e saborear as coisas que me rodeiam. Às vezes o jornalismo não tem a capacidade de nos absorver e de nos fazer vaguear.

O que nos faltou? A imensidão do tempo, a plenitude do amor, a vontade de continuar o que ainda estava para começar. Faltou criar a palavra nós e guardá-la numa fotografia, o querer mais, penetrar na distância e nos tempos cruzados e ficarmos.

E agora não sei o que hei-de fazer com os teus restos. Porque não consigo deitá-los fora como me deitaste a mim.

No dia do meu vigésimo primeiro aniversário, só me apetece perguntar, sem esperança de obter resposta:

“Are we human, or are we dancers”?

Com lágrimas invisíveis por baixo do sorriso.

[Chegou ao fim]8Ql9g8zO7k77keqqwyzCI4rGo1_400

O teu silêncio causa-me a mais absoluta das dores. Tira-me o sono perfura-me o peito. O teu amor de fingir não me traz paz.